quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Experiência com o bolo de laranja sem glúten

Estudantes da graduação em nutrição fizeram experiência com bolo de laranja sem glúten utilizando equipamentos diferentes para a cocção: forno microondas, forno elétrico e forno combinado.
Forno microondas: o forno microondas é um equipamento que transmite calor por radiação, funciona pela incidência de ondas eletromagnéticas a até 4 cm de profundidade no interior do alimento em todas as direções. A energia radiante desse processo é formada por ondas curtas de alta freqüência e não ionizantes que se deslocam rapidamente no espaço e promovem mudança térmica nos objetos que as absorvem. As vibrações das microondas afetam, preferencialmente, moléculas polares, como as moléculas de água dos alimentos. Essas partículas vibram em movimentos rotacionais, gerando atrito e liberando calor às demais moléculas dos alimentos, aquecendo-os de forma quase uniforme e de fora para dentro, já que as ondas eletromagnéticas se localizam na parte externa dos alimentos.Devido à forma de aquecimento (de dentro pra fora) e como não foi monitorado o tempo exato de cocção, o bolo queimou por dentro e ficou muito branco por fora (Figura 1) 
Figura 1. Bolo de laranja sem glúten assado no forno microondas.

Fonte: Laboratório de Técnica Dietética da Faculdade de Saúde Pública. USP. 2013





Forno elétrico: A transmissão de calor se dá por convecção. A fonte de aquecimento é na parte inferior, logo a porção inferior da preparação será a primeira a se aquecer e ficar menos densa. Essa porção menos densa se deslocará para a superfície, e a porção mais densa se deslocará para a parte inferior. Tal corrente de convecção cria um temperatura mais uniforme no centro do forno.
Uma das maiores vantagens do forno elétrico e a precisão e controle de temperatura. E também o fato de possibilitar que o interior das preparações fica mais macio e o exterior mais crocante.
No teste realizado no Laboratório de Técnica Dietética, devido a precisão de temperatura que o forno proporciona e o conhecimento do uso do mesmo em relação aos outros fornos, o bolo apresentou características sensoriais adequadas. O bolo ficou macio, com crosta mais dourada que o interior e também com cheiro e sabor esperados para o tipo de preparação (apesar do bolo feito em forno combinado ter concentrado mais o sabor da laranja).

Forno combinado: O forno combinado possui um notório fator tecnológico, proporcionando o aquecimento em um curto período nas funções seco, úmido e a junção das duas opções. No foi utilizado a função seco. Por possuir câmaras de calor separadas é possível preparar diferentes alimentos ao mesmo tempo, sem interferência de odores e sabores. Sua vantagem é a economia de tempo e espaço durante o preparo, entretanto seu valor é elevado. Foi realizado dois testes neste forno. Em ambos a aparência não ficou atraente, devido à alta temperatura utilizada, entretanto o sabor foi mais acentuado que do bolo feito no forno elétrico. Sua textura foi similar à textura do bolo feito no forno elétrico. (Figura 2)

Figura 2. Bolo de laranja sem glúten assado no forno combinado (imagem na parte superior) e bolo de laranja assado elétrico (imagem na parte inferior)

Fonte: Laboratório de Técnica Dietética da FSP/USP. 2013


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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dia Mundial da Alimentação



Hoje, 16 de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Alimentação e diversas atividades relacionadas ao tema estão ocorrendo na cidade de São Paulo.
 
E qual a importância da Técnica Dietética (TD) para a alimentação?
A TD é a sistematização e estudo dos procedimentos para tornar possível a utilização dos alimentos, visando à preservação do valor nutritivo e à obtenção das características sensoriais desejadas.  De modo geral, a TD tem como objetivos:

  • Adequar a forma de preparo dos alimentos às necessidades fisiopatológicas de um indivíduo/população;
  • Modificar os alimentos por meio de processos culinários, a fim de facilitar a digestão; 
  • Selecionar os melhores métodos de preparo de alimentos para otimizar e conservar o valor nutritivo;
  •  Apresentar o alimento de forma que desperte todos os sentidos, não apenas o paladar;
  • Escolher as técnicas a serem empregadas no preparo de alimentos, considerando os custos e os recursos humanos e materiais financeiros. 


Veja abaixo as atividades que estão ocorrendo durante essa semana em SP:
http://diamundialimentacao.wix.com/sampa2013#!programa/c1uvh

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Frutas, verduras e legumes do mês de outubro

Os benefícios do consumo adequado de frutas, verduras e legumes são comprovados cientificamente. Apesar da abundância e da ampla diversidade desses alimentos em diversas regiões no Brasil, seu consumo ainda é baixo.
Conhecer e valorizar os alimentos regionais é um bom começo para incentivar o consumo desse grupo de alimentos. Outra ótima iniciativa é consumir alimentos da época, que geralmente apresentam preço reduzido.

















Fontes:
Guia alimentar para população brasileira. Brasília, 2005
Conselho Regional de Nutricionistas SP/MG.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

História das Especiarias

Durante os séculos XIV a XVI as especiarias foram muito utilizadas na Europa. Muitos argumentam que sua utilização era necessária para a conservação de carnes ou para mascarar o gosto das carnes mal conservadas. Entretanto os agentes de conservação das carnes e peixes eram essencialmente sal, vinagre e óleo.
Diversos historiadores consideram a cozinha que utilizava a especiaria como uma forma de distinção social, pois esse produto era caro e estava fora do alcance do povo.
A palavra especiaria não designava qualquer tempero utilizado na cozinha, mas somente os produtos vindos de muito longe, produtos exóticos. Muitos eram utilizados como terapêuticos e não somente com função culinária. Acreditava-se que todo tempero e cozimento, de maneira geral, tinham duas funções: tornar os alimentos apetitosos e mais fácil de digerir.
O sabor na era medieval e renascentista deveria estar associado à saúde. Afirmava-se que o equilíbrio entre o paladar e digestibilidade era importante.
Do século XIII ao século XVII os médicos recomendavam o uso de especiarias no tempero das carnes, para torná-las mais fácil de digerir. Em 1256, Aldebrain de Siena afirmou que a canela "reforça a virtude do fígado e do estômago", pois faz com que "a carne tenha uma bom cozimento". Já os cravos-da-índia "reforçam a natureza do corpo, eliminam os maus humores e ajudam no cozimento da carne". Nessa época todos entendiam a digestão como processo de cozimento, que o calor animal cozia lentamente o alimento no estômago. Sob essa visão, as especiarias contrabalanceavam a frieza dos alimentos ajudando assim na sua cocção, sendo que as especiarias eram consideradas em sua maioria quentes e secas.
Magninus Milão no século XVI , em seu livro Opusculum de Saporibusm, também diz que os condimentos e molhos com os quais se temperam os alimentos tem uma grande importância para a saúde: pois é pelos temperos que se tornam mais agradáveis ao gosto e por conseguinte mais facilmente digeríveis. Fato é que, até os dias atuais, as especiarias possuem papel importante na culinária e diversas pesquisas buscam analisar seus efeitos antioxiadantes, considerando sua forma de preparo e quantidade consumida.

Fontes:

Flandrin JL. Montanari M. História da Alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. Tempero, cozinha e dietética nos séculos XVI, XV e XVI; p. 478-485.

Del Ré , P.V.; Jorge, N. Especiarias como antioxidantes naturais: aplicações em alimentos e implicação na saúde. Rev. bras. plantas med. vol.14 no.2 Botucatu 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

Sabia que chocolate branco não é chocolate?

Cada chocolate é de um jeito. Por causa da receita, da qualidade, do tipo, do fabricante. Mas todos têm sabor característico, de cacau. Apesar da consistência parecida, o branco é diferente. Tem poucas nuanças, costuma ser bastante açucarado e não tem o tal gosto em comum. Segundo especialistas, porque chocolate branco não é chocolate.

"Ele não contém sólidos de cacau, apenas manteiga”, diz Diego Badaró, sócio proprietario da fabricante AMMA Chocolates. E aí está o ponto: na receita do branco não entra a pasta extraída do cacau. Só a gordura que se separa dela, quando o fruto é prensado para fazer o doce. E chocolate sem cacau é que nem goiabada de banana, fantasia. “Não que seja ruim", diz o chef pâtissier e chocolatier Diego Lozano. "Mas não é chocolate, é outro doce.”

Crises de identidade à parte, o produto faz sucesso. “O brasileiro tem um paladar açucarado, gosta de chocolate branco", diz Lozano. Prova disso é que está nos cardápios do Gula Gula, do Las Chicas, do Zucco -- restaurantes bacanas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Sempre cremoso, aveludado, doce. Tenha ou não o nome "certo".

Fonte: Portal Ig

http://comida.ig.com.br/comidas/sabia-que-chocolate-branco-e-nao-chocolate/n1597701941284.html

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dia 26/03 é o dia do cacau

Aprenda a fazer receitas com esse produto.

Cheese cake de cacau

Ingredientes
1 pacote de biscoito tipo maisena
200 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
3 gemas
7 colheres (sopa) de açúcar
½ xícara (chá) de Cacau (40 g)
350 g de queijo tipo cream cheese
raspas de 1 laranja
1 xícara (chá) de creme de leite fresco
Cacau em Pó.

Modo de preparar:
1. Triture o biscoito no processador e misture o com a manteiga. Amasse bem com as mãos, formando uma massa uniforme. Forre o fundo e as laterais de uma forma de aro removível pequena com esta massa. Leve à geladeira para que fique bem firme.
2. Enquanto isso, prepare o recheio: bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Peneire sobre este creme o cacau e acrescente o cream cheese em pedaços, as raspas de laranja e torne a bater, até formar um creme homogêneo. Bata à parte o creme de leite fresco em ponto de chantilly e misture o ao creme feito com o cacau.
3. Retire a massa de biscoitos da geladeira, coloque por cima o creme e deixe na geladeira por pelo menos 3 horas, até que o creme fique bem firme (se preferir, deixe por 1 hora e meia no freezer). No momento de servir, polvilhe a superfície da torta com o cacau.

Dica: Se quiser a massa também com sabor de chocolate, acrescente 4 colheres (sopa) de Cacau em Pó.

Biscoitinhos de cacau
Ingredientes:
2 colheres (sopa) de Cacau em Pó(12 g)
½ xícara (chá) de açúcar (80 g)
1 xícara (chá) de farinha de trigo (120 g)
¼ de xícara (chá) de óleo (50 ml)
1 ovo ligeiramente batido
¼ de xícara (chá) de leite de soja (50 ml)
½ xícara (chá) de nozes picadas (45 g)
1 colher (café) de baunilha

Cobertura
1 vidro de geléia de damasco (400 g)
1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro (150 g)

Modo de preparar:
1. Massa: em uma tigela grande, coloque o cacau, o açúcar, a farinha, o óleo e misture com as pontas dos dedos até formar uma espécie de farofa. Acrescente o ovo, o leite, as nozes e a baunilha. Misture até formar uma massa homogênea e leve à geladeira por 10 minutos.
2. Divida a massa em 4 partes e abra cada parte entre dois sacos plásticos até obter a espessura de 0,5 cm. Com o auxílio de cortadores de diversos tamanhos, corte os biscoitos.
3. Preaqueça o forno a 180ºC por 10 minutos. Coloque os biscoitos em assadeira untada com óleo e asse os por 15 minutos.
4. Cobertura: coloque em cima de cada biscoito, porções de geléia e em seguida polvilhe o açúcar. Sirva acompanhados de chá.

Mousse diet de cacau com frutas

Ingredientes:
1 maçã (média) picada
12 morangos picados
1 laranja (pequena) picada
2 colheres (sopa) de conhaque
1 copo de iogurte natural desnatado (200g)
1 xícara (chá) de leite desnatado
2 colheres (sopa) de Cacau em Pó Garoto
1 colher (sopa) de adoçante em pó próprio para culinária
1 colher (café) de essência de baunilha
1 colher (sopa) de gelatina em pó sem sabor

Modo de preparar:
Misture a maçã, os morangos e a laranja ao conhaque e deixe tomar gosto por 10 minutos. No liquidificador, bata o iogurte, o leite, o cacau, o adoçante e a baunilha. Junte a gelatina dissolvida em 5 colheres (sopa) de água e bata por mais 3 minutos. Despeje em 4 taças, intercalando a mousse com as frutas e leve à geladeira até o momento de servir.

Dica: Para preparar essa receita em versão tradicional, substitua o adoçante por 2 colheres (sopa) de açúcar comum e o iogurte e o leite desnatado por integral.

Fonte: http://www.garoto.com.br/portal/receitas/receitas.aspx

quinta-feira, 22 de março de 2012

Obesidade pode ser influenciada por diferenças no paladar

Adultos obesos ou com sobrepeso podem ter um paladar mais apurado para identificar o gosto doce nos alimentos do que pessoas com o peso normal. Em função disso, a vontade de ingerir mais alimentos doces seria maior. Mas também pode ocorrer o contrário: consumir mais alimentos com sal devido ao desenvolvimento de rejeição por alimentos adocicados.

As mulheres, por uma questão de saúde, bem-estar ou estética, supostamente preferem alimentos com menos açúcar em comparação com os homens, que são mais afeitos aos alimentos salgados. E essas diferenças na percepção dos gostos básicos e de gordura, seja por sexo ou estado nutricional, podem estar relacionadas, entre outros fatores, aos hábitos alimentares, sugere a tese de doutorado defendida por Maria Carolina Campos von Atzingen em fevereiro na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Intitulado Sensibilidade gustativa de adultos de uma instituição universitária do município de São Paulo, o trabalho contou com Bolsa da Fapesp.

Para verificar se existe diferença na forma como as pessoas percebem os gostos básicos em função da idade, estado nutricional e sexo, Atzingen realizou uma série de testes sensoriais com 123 adultos. Utilizou suco de laranja, para avaliar a percepção do gosto doce, e purê de batata, para avaliar a sensibilidade ao gosto salgado e a percepção de gordura.

Os testes indicaram que as mulheres preferem menores quantidades de açúcar e que os participantes com excesso de peso perceberam mais facilmente o gosto doce.

“Foi uma surpresa, porque se achava que as pessoas com sobrepeso ou obesas perceberiam com menor intensidade o gosto doce e, por isso, consumiriam mais alimentos adocicados”, disse a nutricionista à Agência Fapesp.

Uma das hipóteses levantadas para a maior sensibilidade ao gosto doce por parte das pessoas com sobrepeso ou obesas foi o próprio hábito de consumir mais alimentos adocicados.

Porém, de acordo com a orientadora do estudo, Maria Elisabeth Pinto e Silva, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, ainda é preciso aumentar a população investigada e realizar mais estudos sobre os hábitos alimentares para fazer essas associações e afirmar, categoricamente, que as pessoas com sobrepeso ou obesas têm mais sensibilidade para o açúcar, sal ou a gordura.

“O estudo é importante e traz algumas indicações sobre isso. Mas é preciso aumentar a amostra do grupo e realizar novas avaliações para identificar as preferências por gostos, porque isso pode influenciar a escolha dos alimentos pelas pessoas”, afirmou.

Mudança de hábito

Atzingen destaca que há poucos estudos sobre a sensibilidade gustativa de pessoas adultas aos gostos básicos no Brasil, que são diferentes em cada região do país e de outras populações do mundo em função, entre outros aspectos, dos hábitos alimentares.

Segundo ela, ao identificar essas diferentes percepções do gosto seria possível aos profissionais da área de saúde dar uma melhor orientação nutricional aos pacientes, elaborando cardápios saudáveis e adaptados às suas necessidades nutricionais e preferências de gosto.

“Às vezes, insistimos para o paciente comer um determinado alimento que pode não ter uma aceitação tão boa para ele devido à sua própria sensibilidade. E esse nível de sensibilidade poderia nos orientar no sentido de reduzir a quantidade de sal, açúcar ou gordura consumida pelos brasileiros, sem afetar seu grau de satisfação e preferência”, exemplificou.

As indústrias alimentícias, que realizam com frequência testes de análise sensorial para lançar produtos e conhecer a sensibilidade gustativa de seus consumidores, também podem ser auxiliadas a modificar a formulação de seus produtos, diminuindo teores de sódio e açúcar, como pretende o Ministério da Saúde (MS), sem diminuir a aceitação pelo consumidor.

No início de abril, o MS firmou um termo de compromisso com a principal associação do setor para reduzir gradualmente a quantidade de sódio na composição de 16 tipos de alimentos industrializados, como massas instantâneas, pães e bisnaguinhas. Isso, na opinião de Atzingen, representa um grande desafio porque tanto o sal como o açúcar exercem outras funções tecnológicas nos alimentos, além de dar sabor.

“Eles são utilizados como ingredientes para conservar as características microbiológicas dos alimentos e como realçadores de sabor. A indústria alimentícia terá que encontrar outros ingredientes que também desempenhem esses papéis, sem interferir na aceitação das pessoas”, afirmou.

Entretanto, a nutricionista ressalta que, além de as indústrias diminuírem os teores de sal, açúcar e gordura dos alimentos, também é preciso educar a população brasileira para mudar o hábito bastante arraigado de adicionar sal, açúcar e gordura em excesso ao preparar os alimentos ou na hora da refeição, o que interfere na percepção dos gostos.

Fonte: Uol notícias

Link: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/05/02/obesidade-pode-ser-influenciada-por-diferencas-no-paladar-diz-estudo.jhtm

Lata é ainda a melhor embalagem para conservar azeite de oliva

As latas ainda são a melhor opção de embalagem para o azeite de oliva extravirgem. Isso porque elas preservam os compostos nutricionais benéficos à saúde, como antioxidantes, clorofila e outros. A segunda melhor opção é o vidro escuro.

As indicações resultam de uma pesquisa feita na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas, que comparou a ação da luz em cinco tipos de embalagem: de lata, de vidro nas cores clara e escura e PET incolor e na cor âmbar. “As embalagens com amostras do produto foram colocadas em uma câmara de luz que simulava a gôndola de supermercado, com 12 horas sob a luz e 12 horas no escuro”, diz Renata Celeghini, coordenadora da pesquisa, feita em colaboração com a mestranda Simone Faria Silva e o pesquisador Carlos Anjos. As amostras ficaram estocadas durante seis meses, com análises mensais dos compostos funcionais. “Em seis meses, o antioxidante tocoferol já não era mais encontrado nas embalagens transparentes de vidro ou PET.” A degradação foi mais lenta no PET âmbar, porém significativa.

Fonte: Pesquisa Fapesp

Ver alimentos calóricos melhora o sabor do que se está comendo

Uma nova tática pode ser usada por quem não gosta de trocar a pizza pela salada. Para deixar a segunda opção mais saborosa, basta observar fotos de alimentos muito calóricos. Segundo estudo publicado na revista PLoS One, a estratégia faz com que o sabor do que você está ingerindo pareça melhor.

A pesquisa mostra que as pessoas que viram imagens de pizza ou de outras massas enquanto comiam degustaram melhor o prato do que as que foram expostas a imagens de verduras e frutas.

Segundo cientistas, a visão desempenha papel importante na percepção dos alimentos e eleva a expectativa de sabor e a aceitação da comida.

No total, 14 voluntários participaram do estudo e foram expostos rapidamente a imagens de alimentos muito e pouco calóricos.

Eles foram convidados por pesquisadores do Centro de Pesquisas Nestlé, na Suíça, para avaliar o sabor de agradabilidade e intensidade de alguns alimentos.

O pesquisador Johannes le Coutre e sua equipe observaram as partes do cérebro relacionadas ao prazer. Eles descobriram que os voluntários que tinham visto as fotos de alimentos calóricos classificavam os pratos como mais agradáveis em comparação aos que tinham visto imagens de alimentos com poucas calorias.

"Os resultados fornecem evidências de que alimentos de alta caloria melhoram a avaliação de sabores posteriormente apresentados", aponta le Coutre.

As neuroimagens serviram para entender como o cérebro processa sabores e como a visão faz com que um alimento seja mais apreciado do que outro, o que pode ser usado no tratamento de distúrbios do apetite.

Fonte: Uol notícias

Link: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/03/20/ver-alimentos-caloricos-melhora-o-sabor-do-que-se-esta-comendo.jhtm

quarta-feira, 21 de março de 2012

Variar sabores melhora a alimentação e estimula o cérebro

Qualquer um que provar um pedaço de jiló sentirá o amargo em alguns milissegundos. Muitos rejeitarão esse sabor, o que é uma pena.

A ciência pesquisa o tema, mas não se sabe ao certo o que faz alguém gostar ou desgostar de certos alimentos.

"Há uma nuvem de fatores que envolvem a degustação", diz o neurofisiologista brasileiro Ivan Eid de Araújo. Existem os fatores biológicos --como os receptores gustativos da língua, o olfato e até a temperatura do alimento--, mas também os genéticos, pouco conhecidos, e os socioculturais, muito variáveis.

"A quantidade de influências extraorais é enorme. Crianças que comem com a família várias vezes por semana, por exemplo, se alimentam melhor", diz o especialista, que é pesquisador na Universidade Yale (EUA).

Para complicar, o jeito que cada um processa um gosto é influenciado por sensações psicológicas e físicas de prazer. "Alguns alimentos ativam regiões ligadas à sensação de bem-estar. Quanto mais energética for a comida, mais sentimos prazer. É uma questão biológica, para garantir nossa sobrevivência", afirma o neuropsicólogo Paulo Jannuzzi Cunha, do Hospital das Clínicas de SP.

Sobre o prazer psicológico, a lógica é simples: preferimos alimentos ligados a memórias positivas. E é aí que o sabor doce sai ganhando: além de ser energético, quase sempre traz boas lembranças.

Se não há certeza sobre o porquê das preferências, uma coisa é certa: quanto mais sabores tem uma dieta, melhor.

"Gostos diferentes significam nutrientes diferentes. Frutas cítricas têm esse sabor por causa do ácido ascórbico", explica a nutricionista Cláudia Lobo, autora de ªComida de Criançaº (MG Editores, 248 págs., R$ 69,90).

Proteínas e minerais também têm gostos próprios.

EXERCITE A LÍNGUA

A variedade é boa não só para o corpo. Cada gosto ativa grupos de receptores específicos na língua e em regiões cerebrais distintas.

Degustar o amargo, o doce e o azedo é uma boa maneira de exercitar o cérebro, segundo a pesquisadora espanhola Ana San Gabriel, que estuda a fisiologia do sabor. "É parecido com falar diferente línguas ou ver diferentes cores."

San Gabriel é coordenadora do Centro de Informação do Umami, organização internacional que divulga o quinto gosto reconhecido pela ciência (além de doce, salgado, azedo e amargo).

O gosto umami (que quer dizer "saboroso" em japonês) foi reconhecido como tal no começo dos anos 2000. A descoberta, porém, foi feita há mais de cem anos por um japonês que ficou intrigado com o sabor único de uma sopa de algas, diferente de tudo que ele conhecia. Ele começou a pesquisar e descobriu a molécula responsável por aquele gosto.

Hoje, o umami é definido como o gosto de aminoácidos tipo glutamato, presente em proteínas. Está entre o salgado e o doce, mas permanece por mais tempo na boca.

O queijo parmesão curado tem alta concentração de umami, presente também em cogumelos, carnes e legumes.

Para Ricardo Maranhão, professor de história da gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, apesar de o umami ser pouco reconhecido, é popular. "A comida brasileira tem muito desse gosto. Feijão com carnes embutidas, por exemplo."

Além do umami "in natura", há produtos industrializados que ganham esse sabor a partir da adição de glutamato monossódico. A substância está presente no trio ketchup, salsicha e macarrão instantâneo, unanimidade entre as crianças, coitadas.

EDUCAÇÃO DE GOSTO

Contra essa armadilha do "saboroso" é preciso treinar o paladar infantil. Não é verdade que as crianças são mais frescas do que os adultos para comer, o que acontece é que elas são mal acostumadas com o mais fácil.

"Os primeiros alimentos são adocicados. Leite da mãe, mamadeiras preparadas com farinhas, papinhas de frutas aguadas e doces", diz a nutricionista Cláudia Lobo.

Perder o costume é difícil. Uma forma é fazer com que a criança prove de oito a 12 vezes um mesmo alimento preparado de formas diferentes: cozido, grelhado, assado. Só assim ela poderá dizer se gosta ou não do sabor. "Se fizermos isso, a minoria dos alimentos será rejeitada."

Se há resistência a algum sabor, mesmo depois de adulto vale usar o velho truque de enfeitar a comida (um bolinho de espinafre), abusar de temperos naturais e se aproveitar de industrializados que deixam a comida mais gostosa e não são tão vilões.

"Não vejo problemas no uso de temperos prontos, maionese ou ketchup, se for para melhorar a variedade da dieta", diz a nutricionista Carolina Godoy.

Pessoas mais velhas ou pacientes de quimioterapia podem perder o prazer pela comida. Isso acontece porque as papilas gustativas deixam de se renovar com a frequência ideal.

Para essas pessoas, conhecer o sabor umami pode ser útil. A nutricionista Ilana Elman, em sua tese de doutorado, constatou que crianças com dificuldades alimentares são sensíveis ao quinto gosto e aceitam melhor a comida com esse sabor, industrializada ou não.

Mas o uso exagerado de realçadores de gosto esconde o alimento e causa dependência, alerta a bioquímica e nutricionista Lucyanna Kalluf. "A pessoa pode só gostar de comer brócolis se for com tempero artificial."

Para Elman, os industrializados já fazem parte da dieta e esse é um caminho sem volta, viciamos no sabor e na facilidade. Para as crianças, ela recomenda o preparo mais caseiro de pratos considerados "trash food", como hambúrguer ou nuggets.

Fonte: Folha.com

Link: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/963442-variar-sabores-melhora-a-alimentacao-e-estimula-o-cerebro.shtml

Você sabia que...

O Laboratório de Técnica Dietética da FSP-USP já voltou às suas atividades. Em breve postaremos as fotos para que você veja como está moderno e bonito o Laboratório!

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